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Mostrando postagens de setembro, 2017

Contra as Chamas

Contra as Chamas As chamas estavam descontroladas. Índios e urbanos unidos, batalhavam contra a queimada. O fogo se expandia com o vento, deixando todos alarmados. A pressão assim como o fogo, aumentava.   O único recurso por perto, era a água do Rio Gualaxo. Índios corriam com várias bacias de palha. Estavam todos aflitos por água.   Animais que conseguiram fugir, procuravam um novo lar. Um bando de andorinhões-de-coleira voava pelo céu esfumaçado. Lobos guará e onças se escondiam por trás dos poucos arbustos que restavam. A "Pedra Mãe" realmente estava um alarde.   Até que o inesperado aconteceu. São Pedro atendeu os pedidos de todos. A chuva começou, e as almas ali reunidas se acalmaram. O estrondo causado, acabou. A poesia do momento fez todos ficarem felizes. Os índios muito alegres, gritavam:  - É o fim, é o fim!   E realmente era.

Tempo, Tempo, Tempo

TEMPO, TEMPO, TEMPO O tempo é um mistério  E não existe critério Para defini-lo De tempo somos De tempo vivemos De tempo pensamos O tempo É de todos Mas cada um  Tem seu tempo A poesia da alma É justamente o tempo Esse grande Deus Chamado tempo É mais-que-perfeito É um jogo do viver A graça do tempo É justamente O existir De cada momento Davi Paim