A Mulher do Fim da Noite
A Mulher do Fim da Noite Eram três da madruga. Estava tudo um breu, um escuro silencioso. Eu, caminhando sozinho me deparei com um olhar na imensidão. Me assustei de imediato. Ele (ou ela) me continuou encarando. Seu olhar penetrava em minha mente. Estava sentindo medo. O silêncio acabou. Estranhos sons passaram a ser escutados. Me aproximei daquela pessoa. Vi que era mulher. Estava pálida e ensanguentada. Perguntei o que tinha acontecido. Ela me respondeu com gestos. Gestos de angústia e aflição. Talvez fosse muda. Perguntei novamente. Não houve resposta. Tentei toca-lá mas a minha mão passou direto. Era um fantasma? Aos poucos me distanciei. Saí correndo. Meu coração acelerado, suor escorrendo e tremedeira. Parei. Decidi voltar lá. Quando cheguei não vi nada nem ninguém. Era tudo uma alucinação? O que aquela mulher estava fazendo ali? Olhei para o céu. Vi lá no alto, naquele azul escuro, um vulto. Era a mesma pessoa! Pisquei e a mulher já não estava mais ali. Continuei ...