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Mostrando postagens de abril, 2018

Lágrima E Lástima

Lágrima E Lástima Lá no alto da colina Cantarolava a caboclinha Maria Semeie a flor da terra Brote a alma Da floresta Faz crescer No grande lote Uma Amazônia De canção Clareie meu campo Para eu pousar No sertão Interior de Maria Grande poesia Venha me ajudar Mas Quando A seca Atinge o rio Da floresta Tudo o que resta São as lágrimas Para me banhar Alivia Senhor A minha dor Quando o verde Desmancha Queima as esperanças Faz surgir Uma solidão No sertão Eu quero é sorrir Não deixe eu me ferir Alivia Senhor A minha dor E o bem-te-vi Avoou No grande azul do céu Fugiu de dor E suas angústias Clamaram por Maria Que iria Lhe salvar Alivia Senhor A minha dor A tristeza Lágrima e lástima Abate todos Os sertanejos E na floresta Decorre Um canto de medo É tudo o que prevejo Alivia Senhor A minha dor Lá no alto da colina A caboclinha já não cantarola mais

Assombro (Parte I- O Plano)

ASSOMBRO (PARTE I)  Era manhã. A minha escola estava no clássico fuzuê. Meninos correndo feito foguetes, brincando de pique-pega. Uma menina se machucou na confusão e chorava como neném. Parecia que nunca tinha se machucado:  - Se não se machucou, não tem infância- pensei  Um passarinho pousara no ombro de meu amigo. Ele correu para o belo animal voar e tropeçou em meu pé. Seus olhos arregalados não tinham me reconhecido. Quando olhou direito me enxergou: - Olá, Oswaldo- disse-me animado- tenho novidades!  - O que é?- perguntei desesperado para saber a boa nova- algum brinquedo novo?  Eu, do alto dos meus importantes nove anos, só preocupava com brinquedos:  - Antes de tudo me dê bom dia!  Pensei porque tanta autoridade:  - Pra quê isso?  - Minha mãe me obriga a espalhar a educação. Já viu, gente velha!  - Bom dia, Senhor Manuel- falei em tom de ironia- algum feito importante para a negociação?  Nós rimos:  - Sim,...