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Mostrando postagens de julho, 2018

A Mulher Do Fim Da Noite III (Conclusão)

A Mulher Do Fim Da Noite III (Conclusão)  13 de julho de 2018, sexta-feira. Como prometido no bilhete que encontrei, escrito pela misteriosa mulher, na próxima sexta-feira treze, eu teria a resolução de todos aqueles mistérios. Aguardava ansiosamente por aquele dia. Afinal, todas as angústias que aquela mulher me causou, tinham que ter uma explicação. 00h01! Um sino, que sei lá de onde veio, tocou fortemente, me fazendo pular de susto da cama, onde tentava, mas não conseguia dormir. Fui até o porão, onde aconteceu o meu último encontro com a figura misteriosa. Não encontrei ela, mas sim, uma caixa cravejada em pedras preciosas. Toquei o seu fecho de ouro e imediatamente reconheci. Aquela caixa fora da minha avó, deixada para a minha irmã, que morou em minha casa, durante um tempo. Quando se mudou, a caixa sumiu. Deduzi, então, que minha irmã a tinha levado. Mas não! Lá estava ela... Delicadamente, a abri. Dentro dela, se encontravam fotos antigas, em preto e branco, maltratadas ...

Ramon: morte e vida

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Ramon: morte e vida  26 de abril de 1937. Em toda minha existência, nunca pensei que fosse presenciar uma cena tão aterrorizante. Era noite fria e cinzenta. Bombas caíam por todo lado. Eu e meu amigo, Ramon, um soldado, corríamos incessantemente. Mas, a valentia e teimosia de meu colega, não lhe permitiam aceitar o que acontecia ao seu redor. Pessoas de todas as cores, sexos, grupos sociais e religiões, morriam, apenas por estarem, na hora errada, no lugar errado. Ramon, só não sabia que se tornaria uma das muitas vítimas. Procurando acalmar todos que ali estavam, ergueu a sua espada, prometendo acabar com o grande alarde. Naquele exato momento, uma bomba caiu sobre seus pés. Desesperado, eu me escondi em um dos poucos lugares que ainda não haviam sido atacados. De lá, vi o corpo de Ramon se  movendo lentamente, em direção ao chão. Em um ato poético, suas mãos, encontraram uma flor. Flor essa, que cresceu no asfalto, em meio a desesperança. Meu amigo, estava morto. Segura...